Singrar em meio à pura desilusão!!!

março 4, 2008

Singrando em meus sonhos, por mares tortuosos, relembro-me um dia em que a vida foi mais viril, mais intensa.

Onde o meu amor, ao meu lado estava.

Lembro-me, de um dia de sol caminhando, tu estavas ao meu lado, e olhando em teus olhos eu vi em ti o mais belo sorriso, que me manteve vivo, por longa data.

Hoje continuo vivo, porém, com a sensação da morte do teu amor em meu peito.

Naquele dia, passamos, por ruas, e algumas janelas nos observavam. sendo assim nossas confidentes.

Elas ali confidenciaram, o que eu nunca mais quis esquecer, a intecidade, do amor que tínhamos.

e hoje volto até elas neste sonho, ontem singrei por mares vistosos, hoje singro pela vaga lembrança da tua ausência.

Estas janelas foram, confidentes de nosso intenso amor, e também, do fim trágico, que acometemos a nossos sonhos.

Nestas Janelas que em si habitam a tristonha cena daquele desfeche, onde entranhada esta a febril e delirante realidade que nos compôs naquele determinado instante, naquele determinado segundo.
Mas todavia, testemunhas de uma voracidade, petuosa, onde nos amamos por segundos mas segundos infinitos guardados ali
naquelas janelas
Lembre-se sempre amor quando quiser lembrar de mim olhe, interprete aquela madeira velha adornada pela lúdica e sombria luz do sol que a noite tem o subterfúgio da luz do luar que hoje jaz

Jaz aqui a tua e a minha história
jaz aqui o futuro que morreu no presente

jaz aqui o segundo que em minha vida teve a mais lúdica e ludibriante emoção
jaz ainda teu rosto que se esvai com o ardor dá tempestade formada em meu coração
jaz teu beijo
jaz o teu cheiro
Jaz a minha própria alma, que sem o acalento do teu amor, se entristece e se vai, como o meu sonho de um dia te ter ao meu lado.

Jaz assim, sem cor, sem amor, morta por estar viva sem tua presença para acalentar a dor do amor que se foi, e deixando assim o rastro da dor que o meu coração senti com a tua falta…

Porque sempre que eu, quiser lembrar de você te buscarei, em meus sonhos, singrarei por estes até te ter pelo menos aqui, no total incosciente, já que a mente real se adorna de ilusão dá tua falta…….

(Renato S. Oliveira).


Declarações de uma mente insana.

janeiro 3, 2008

Vivencio hoje, o que eu não quis ser outrora; mas outrora, não
caberia a mim pensar o que penso hoje.

Confusões, intensidade, sobrevivência, intranquilidade..

Hoje sou o que talvez quis ser, sem mesmo ter pensado em ser, ou mesmo
ter almejado querer ser.

Sinto hoje o que queria ter sentido em toda a vida, sem mesmo tê-la
vivido com tanta intensidade.

Incoêrencias, desvantagens, burrices.

Sim, quero ser hoje o que eu não fui ontem, quero renovar as forças
para que sempre em mim seja renovada a força da vida, tão intensa e
tão sensata como tem que ser.

Penso mais, sonho mais, alguns sonhos incoerentes com a realidade, mas
com forte consciência de que outrora não tive.

Quero amar, sentir o amor em minhas veias, deixar-me ser envenenado
pela suas labaredas de fogo, incompreensivas, por muitas vezes fatais à
quem as deixa penetrar no coração.

Não quero ser mais alheio a este sentimento, quero sentí-lo, usufruir
dele o que há de melhor em si mesmo.

As noites já não são mais tão frias como outrora foram, hoje sinto o
prazer de viver, viver bem, amar mais, e ser eu mesmo, simples, sem pôr
nem tirar.

Sou assim, me entrego fácil ao que quero, determinado a querer e ser
querido, não me entrego, luto, sobrevivo, em meio ao mar de desilusões.

O teu rosto, eu nunca vi, só sinto o teu vulto entre meus sonhos, tua
pele aveludada me deslumbra, teus cabelos ao vento ludibriam a minha
mente, mas me fazem chegar ao extâse de emoção.

Não sei onde te encontrar, te procuro a todo momento, nas esquinas por
onde eu passo, pelos variados caminhos de minha vida, porém nunca
consigo te encontrar, quero te ver, tê-la em meu sonhos por completo e
não como um vulto que me atormenta.

Sim quero me entregar a você com todo ardor de meu amor, te dar meu
coração em meio a uma bandeja, entregar-te minha vida, para que a
minha vida se torne sua e a sua, minha; para que nossos corpos se
tornem um só, em uma união de amor.

Em meus sonhos mirabolantes, deito na relva sobre o gramado, e consigo
sentir seu calor ao meu lado, olho para o seu e imagino seus olhos
como as milhões de estrelas e constelações deste imenso céu.

Sinto o vento da relva passando em meio o gramado, e sinto teu beijo
em minha face tão nitidamente que te abraço te ponho em meu colo, e
olho em teus olhos, e vejo uma eterna menina.

Mas como um trovão, meus olhos se abrem e você se vai, eu continuo ali
deitado em meio a relva sozinho, mas com a mente em você e a sensação de
você ter me tocado e ter me dado um beijo, é tão real mas ao mesmo
tempo tão ludibrioso que eu já não sei se vivo um fantasia ou se você
realmente existe.

As vezes acho que minha mente já não está sã para discernir o falso do
verdadeiro, mas se for pra ter momentos com você mesmo que seja em
sonhos prefiro estar louco, mas louco por você, do que não te sentir
novamente mesmo que seja só o sentir em si mesmo, no meu pensamento.

E assim mais um noite se vai… o campo, a relva continuam lá mas meu amor
não está mais, aguardo com ansiosidade a próxima noite para encontrar
você, deleitar-me de você, para ter você mesmo que seja só nos meus
sonhos, mas quero te ter.

Anceio a sua chegada e se for preciso irei te esperar a vida inteira.

E ao cair da madruga, andando sem rumo pela cidade, me pego pensando
em você, se a felicidade que eu almejo só for real e possível na insanidade
de minha mente, que ela venha, não temo a loucura, temo sim a minha
vida sem você meu amor, sem a que me faz chorar, sem a que me faz rir,
sem a que me faz sentir vivo só por estar ao meu lado.

se minha felicidade for viver um sonho e você estiver nele que seja
feita assim a vontade da minha loucura!!!

(Renato S. Oliveira).