
Singrando em meus sonhos, por mares tortuosos, relembro-me um dia em que a vida foi mais viril, mais intensa.
Onde o meu amor, ao meu lado estava.
Lembro-me, de um dia de sol caminhando, tu estavas ao meu lado, e olhando em teus olhos eu vi em ti o mais belo sorriso, que me manteve vivo, por longa data.
Hoje continuo vivo, porém, com a sensação da morte do teu amor em meu peito.
Naquele dia, passamos, por ruas, e algumas janelas nos observavam. sendo assim nossas confidentes.
Elas ali confidenciaram, o que eu nunca mais quis esquecer, a intecidade, do amor que tínhamos.
e hoje volto até elas neste sonho, ontem singrei por mares vistosos, hoje singro pela vaga lembrança da tua ausência.
Estas janelas foram, confidentes de nosso intenso amor, e também, do fim trágico, que acometemos a nossos sonhos.
Nestas Janelas que em si habitam a tristonha cena daquele desfeche, onde entranhada esta a febril e delirante realidade que nos compôs naquele determinado instante, naquele determinado segundo.
Mas todavia, testemunhas de uma voracidade, petuosa, onde nos amamos por segundos mas segundos infinitos guardados ali
naquelas janelas
Lembre-se sempre amor quando quiser lembrar de mim olhe, interprete aquela madeira velha adornada pela lúdica e sombria luz do sol que a noite tem o subterfúgio da luz do luar que hoje jaz
Jaz aqui a tua e a minha história
jaz aqui o futuro que morreu no presente
jaz aqui o segundo que em minha vida teve a mais lúdica e ludibriante emoção
jaz ainda teu rosto que se esvai com o ardor dá tempestade formada em meu coração
jaz teu beijo
jaz o teu cheiro
Jaz a minha própria alma, que sem o acalento do teu amor, se entristece e se vai, como o meu sonho de um dia te ter ao meu lado.
Jaz assim, sem cor, sem amor, morta por estar viva sem tua presença para acalentar a dor do amor que se foi, e deixando assim o rastro da dor que o meu coração senti com a tua falta…
Porque sempre que eu, quiser lembrar de você te buscarei, em meus sonhos, singrarei por estes até te ter pelo menos aqui, no total incosciente, já que a mente real se adorna de ilusão dá tua falta…….
(Renato S. Oliveira).
Escrito por renatosdo